

A greve dos motoristas e cobradores do Consórcio Guaicurus, que paralisa o transporte coletivo de Campo Grande, entrou no segundo dia sem previsão de retorno à normalidade. O Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul (TRT-MS) aumentou para R$ 100 mil a multa aplicada ao sindicato da categoria (STTCU-CG) por descumprir uma decisão judicial que exigia a operação de 70% da frota.
O desembargador César Palumbo, em despacho assinado na segunda-feira (15), constatou que a primeira ordem, emitida no domingo, foi ignorada. A nova decisão foi intimada ao sindicato na madrugada desta terça-feira (16). O presidente da entidade, Demétrio Freitas, pode responder por crime de desobediência. Uma audiência de conciliação está marcada para as 15h de hoje no TRT.
Enquanto isso, a população enfrenta a falta de transporte. O vereador Professor Riverton (PP) criticou a situação: “Estamos cobrando respostas do Executivo e do próprio consórcio. Não podemos deixar que a população padeça com um transporte que não tem qualidade e ainda custa caro”.
A paralisação segue sem data para acabar. Em assembleia na última quinta-feira (11), os trabalhadores decidiram que só retornarão às atividades após o pagamento integral dos salários atrasados de novembro, do 13º salário e de um adiantamento do salário de dezembro.
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