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Nova fase do Desenrola alcança apenas 10% dos brasileiros e vira alvo de críticas

Programa que deveria aliviar o endividamento nacional frustra expectativas e se transforma em chacota para a gestão Lula

10/06/2026 às 10h18
Por: Redação
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Com apenas 10% de alcance, programa da gestão Lula que deveria limpar o nome dos brasileiros sujou a imagem do governo federal.
Com apenas 10% de alcance, programa da gestão Lula que deveria limpar o nome dos brasileiros sujou a imagem do governo federal.

Lançado com pompa e discursos otimistas como uma das principais apostas do governo Lula para aliviar o sufoco financeiro das famílias brasileiras, o programa Desenrola — em sua nova fase — entregou muito aquém do prometido. De acordo com levantamento da Quaest, apenas 10% da população foi efetivamente alcançada pela iniciativa, número que expõe um abismo entre a retórica oficial e os resultados concretos.

O dado é ainda mais preocupante quando confrontado com as metas estabelecidas pelo próprio governo. A ideia era renegociar dívidas de milhões de brasileiros, oferecendo descontos e prazos alongados para que as famílias pudessem limpar o nome e voltar a consumir. Na prática, porém, o que se viu foi um programa de adesão modesta, regras confusas, juros que continuaram altos e uma burocracia que afastou exatamente quem mais precisava.

O impacto político do fracasso não demorou a aparecer. Nas redes sociais e nos corredores do Congresso, o Desenrola deixou de ser tratado como política pública e passou a render piadas e memes. A expressão "chacota da gestão Lula" começou a circular entre adversários e até mesmo entre aliados decepcionados, que veem no programa mais um exemplo de promessa de campanha mal executada.

Analistas apontam múltiplas razões para o insucesso. Em primeiro lugar, a comunicação falhou: grande parte dos endividados sequer soube do programa ou entendeu como aderir. Em segundo, as condições oferecidas, embora melhores que as do mercado, ainda foram insuficientes para atrair quem está com o nome sujo por dívidas pequenas, mas significativas no orçamento doméstico. Por fim, a parceria com bancos e instituições financeiras — que teriam que abrir mão de parte dos créditos — mostrou-se menos generosa do que o governo previa.

Para a gestão Lula, o episódio é mais do que um constrangimento: é um sintoma de um problema mais grave. A economia real não respondeu como o esperado, a inflação de alimentos continua corroendo a renda das famílias e, agora, um carro-chefe da política social do governo se revela um balão de ensaio vazio. Os 10% de alcance são um número frio, mas seu significado é quente: o governo prometeu alívio e entregou frustração.

Resta saber se o Desenrola terá uma sobrevida — com ajustes, nova propaganda e talvez um novo nome — ou se será abandonado discretamente, como tantas outras promessas que o peso da realidade enterra. Por enquanto, o que fica é a imagem de um governo que, na hora de desenrolar os nós da economia, acabou se enrolando no próprio discurso.

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