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Justiça nega habeas corpus a ex-chefes da pasta de Obras de Campo Grande

Justiça nega habeas corpus a ex-chefes da pasta de Obras de Campo Grande

19/05/2026 às 10h32
Por: Redação
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Rudi Fiorese segue para presídio. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)
Rudi Fiorese segue para presídio. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

A Justiça negou pedido de habeas corpus para três investigados na Operação Buraco sem Fim: o ex-secretário de Obras de Campo Grande, Rudi Fiorese; o ex-superintendente da pasta, Mehdi Talayeh; e o ex-chefe do serviço de tapa-buraco, Edivaldo Aquino Pereira.

A liminar foi concedida pelo desembargador Zaloar Murat Martins de Souza, da 3ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). O caráter da decisão é provisório — o habeas corpus ainda será analisado pelos demais membros do colegiado.

Como parte do processo, o magistrado solicitou informações à juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias, responsável pela expedição dos mandados de prisão.

Até o momento, apenas o produtor rural Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, conhecido como "Peteca" — apontado como sócio oculto da Construtora Rial (empresa que tem o filho e a esposa como sócios oficiais) — deixou a prisão. Ele foi autorizado a cumprir prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, devido à idade avançada.

Continuam presos: o filho de Peteca, Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa; o ex-servidor da pasta de Obras Fernando de Souza Oliveira; e o auxiliar de fiscalização da Sisep Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula.

Operação Buraco sem Fim

Em 12 de maio de 2026, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) deflagrou a Operação Buraco sem Fim, cumprindo sete mandados de prisão e dez de busca e apreensão em Campo Grande. A ação mira um esquema de fraudes no serviço de manutenção de vias públicas — o popular tapa-buraco.

Segundo a investigação, uma organização criminosa atuava de forma sistemática na manipulação de medições e no pagamento indevido de serviços, permitindo o desvio de dinheiro público e o enriquecimento ilícito dos envolvidos, em detrimento da qualidade das vias municipais.

Levantamento indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada amealhou contratos e aditivos no valor de R$ 113.702.491,02. Além disso, conforme o Portal da Transparência do município. São oito contratos vigentes, sendo o mais antigo assinado em 2022.

Os investigadores apontam que a atuação da empreiteira segue o mesmo modus operandi da Operação Cascalhos de Areia, na qual cinco dos atuais investigados já haviam sido denunciados.

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