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Ministro André Mendonça nega compartilhamento de informações da Operação Compliance Zero com CPI do Crime Organizado

Ministro André Mendonça nega compartilhamento de informações da Operação Compliance Zero com CPI do Crime Organizado

10/04/2026 às 09h11
Por: Redação
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André Mendonça negou compartilhamento de dados sobre a morte de 'Sicário'.
André Mendonça negou compartilhamento de dados sobre a morte de 'Sicário'.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta terça-feira (7), dois pedidos da CPI do Crime Organizado, no Senado, que solicitavam o compartilhamento de informações sobre as investigações do Banco Master e da morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o "Sicário" de Daniel Vorcaro.

Mendonça argumentou que as informações apuradas pela Operação Compliance Zero — bem como as investigações sobre as fraudes do Master, sob sua relatoria no STF — ainda estão em curso, com diligências pendentes. Segundo o ministro, a divulgação desses dados neste momento poderia comprometer as apurações. Ele deixou, porém, a possibilidade de reavaliar o pedido no futuro, quando a fase investigativa estiver concluída.

Os dois requerimentos de compartilhamento de dados foram apresentados pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e aprovados pela CPI em reunião no dia 11 de março. O parlamentar justificou a solicitação como necessária para "compreender se o falecimento de Felipe Mourão evidencia comportamento típico de integrante de verdadeira organização mafiosa".

Segundo o requerimento, a CPI pretendia apurar se o caso indicava o padrão de uma organização criminosa na qual a morte é preferível "à condenação ou colaboração com as autoridades". O colegiado também buscava avaliar "como esse tipo de conduta pode ser evitado nos estabelecimentos policiais e prisionais, que devem zelar pela integridade física e mental dos custodiados".

O caso do "Sicário"

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi preso pela Polícia Federal em 4 de março, mas tentou suicídio no mesmo dia enquanto estava sob custódia em Minas Gerais. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu. O ato foi registrado por câmeras de segurança "sem pontos cegos", segundo as autoridades. A morte foi confirmada oficialmente no dia 6 e registrada em cartório. O velório ocorreu no dia 8.

Mourão era um dos homens de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro e recebeu o apelido de "Sicário", que, segundo a própria PF, era condizente com as atividades que realizava para o dono do Banco Master. Ele seria o responsável por obter informações sigilosas, monitorar adversários e neutralizar situações consideradas sensíveis aos interesses do banqueiro.

De acordo com a PF, o "Sicário" de Vorcaro não chegou a cometer assassinatos. Mourão chefiava o núcleo de intimidação e obstrução à Justiça — batizado de "A Turma" em um grupo de WhatsApp encontrado no celular de Vorcaro. Ele é acusado de obter informações sigilosas mediante acesso indevido a sistemas da PF, do Ministério Público Federal (MPF), do FBI e da Interpol.

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