

Cerca de 300 pessoas participaram, na manhã deste domingo (25), da “Caminhada pela Liberdade” pelas ruas de Campo Grande. Portando faixas e cartazes com frases como “Acorda Brasil”, os manifestantes seguiram o modelo de atos nacionais convocados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), defendendo o que os organizadores chamam de “liberdade”, “justiça” e pedindo anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Organizada pelos vereadores Rafael Tavares e André Salineiro (ambos do PL), a caminhada teve como principais bandeiras a defesa da anistia, críticas ao Poder Judiciário e menções ao que classificam como “injustiças” na situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O vereador André Salineiro destacou o caráter pacífico e apartidário do evento: “É uma manifestação em defesa da liberdade, do devido processo legal e da necessidade de freios e contrapesos entre os poderes”, afirmou.
“A população esperava o chamado”
Segundo o vereador Rafael Tavares, a mobilização local nasceu de uma demanda de cidadãos que, incapazes de ir a Brasília, não queriam deixar de se manifestar. “A população brasileira estava esperando um chamado. O movimento cresceu no Brasil todo, então, nós resolvemos dar essa oportunidade aqui em Campo Grande. Estamos aqui pela anistia, mas também pelo direito de se expressar”, declarou.
Tavares ressaltou ainda que o objetivo é incentivar a participação popular em um clima de receio. “Muitas pessoas têm medo de se posicionar por conta de perseguições políticas. A ideia é encorajar a população a se manifestar, mas de forma pacífica e ordeira”, completou.
A caminhada, que reuniu famílias e idosos, percorreu aproximadamente dois quilômetros, partindo da Praça do Rádio e seguindo até a sede do Ministério Público Federal (MPF), na Avenida Afonso Pena. Para o vereador André Salineiro, a adesão reflete um descontentamento: “A democracia se constrói com manifestações pacíficas. As pessoas querem o direito de se expressar, de se posicionar contra o sistema, sem medo de perseguição política”.
De acordo com a Guarda Civil Metropolitana (GCM), o ato reuniu cerca de 300 participantes, sem registro de incidentes durante todo o percurso.
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