

A crise deflagrada pela investigação do Banco Master ganhou um novo e significativo capítulo. O Banco Central (BC) determinou a liquidação extrajudicial do Will Bank, instituição financeira intimamente ligada ao grupo controlador do Master. A medida, publicada no Diário Oficial da União, representa um passo drástico das autoridades monetárias para conter os riscos sistêmicos e a erosão de confiança no sistema financeiro, após a descoberta de um suposto esquema de fraudes contábeis e desvios bilionários.
O Will Bank, originalmente uma financeira focada em crédito consignado e pagamentos, foi adquirido pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em 2021. Desde então, a instituição era vista como um braço estratégico do grupo, ampliando sua atuação no varejo financeiro. A liquidação ocorre após a intervenção no próprio Banco Master, em dezembro de 2024, e indica que os problemas eram mais profundos e estavam espalhados por diferentes entidades do conglomerado.
A decisão do Banco Central
A resolução do BC foi fundamentada em uma série de irregularidades graves identificadas pelos supervisores após a intervenção no Master, que revelaram a real situação do Will Bank. Segundo o comunicado oficial, a instituição apresentava:
A liquidação extrajudicial é um processo administrativo conduzido pelo próprio BC, com o objetivo de encerrar as atividades de forma ordenada, vender ativos e pagar credores seguindo a ordem de preferência legal (começando pelos depósitos de pessoas físicas no FGC).
Impactos e Repercussões
A medida tem efeitos imediatos:
O futuro do grupo e o desfecho da crise
A liquidação do Will Bank isola ainda mais o núcleo do grupo Vorcaro. Com o Master em intervenção e seu principal braço financeiro sendo liquidado, a estrutura empresarial desmorona. A atenção agora se volta para:
A queda do Will Bank é mais do que a falência de um banco; é a confirmação de que a crise no grupo Master era extensa e estrutural. O episódio serve como um alerta severo sobre os perigos de uma gestão opaca e da concentração de poder em conglomerados com práticas de governança questionáveis, deixando um rastro de prejuízos e abalando a confiança no setor.
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