

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), enfrenta um complexo dilema político e tem até o início de abril para definir em qual cargo concorrerá nas eleições de outubro. Seu desejo pessoal é disputar uma vaga ao Senado por Mato Grosso do Sul, seu estado natal, mas a decisão está longe de ser apenas sua.
Tebet tem declarado que ouvirá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cuja influência deve pesar significativamente na escolha. A ex-senadora é cotada, inclusive, para a vaga de vice-presidente na chapa de Lula, podendo concorrer por São Paulo para fortalecer o palanque nacional do petista.
No cenário paulista, outra possibilidade ganha força: a candidatura ao Governo do Estado. Isso ocorre porque o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), resiste em deixar o cargo federal para disputar o executivo estadual. Simone Tebet, que obteve expressiva votação em São Paulo na última eleição presidencial, já é sondada para assumir essa missão.
O prazo crucial é o início de abril, data limite para a mudança de domicílio eleitoral. Se optar por se transferir para São Paulo, Tebet ainda poderá postergar a definição do cargo específico — podendo disputar Senado, governo estadual ou vice-presidência. No entanto, um obstáculo surge no estado: o diretório estadual do MDB é aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e uma candidatura própria de Tebet dividiria a sigla. Nesse caso, ela poderia ter que mudar de legenda, decisão que também precisaria ser tomada até o começo de abril.
Mín. 16° Máx. 27°





