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Funcionários da Santa Casa aprovam paralisação de 50% por atrasos salariais

Funcionários da Santa Casa aprovam paralisação de 50% por atrasos salariais

09/01/2026 às 11h20
Por: Redação
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Funcionários cobram salário.
Funcionários cobram salário.

Os trabalhadores da Santa Casa de Campo Grande decidiram, em assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (9), entrar em estado de greve. A paralisação, que já conta com a adesão de 50% do quadro funcional, é uma resposta ao atraso no pagamento dos salários de dezembro e da segunda parcela do 13º salário. Cerca de 2,8 mil profissionais, entre enfermeiros, técnicos, auxiliares e funcionários administrativos, são afetados.

Segundo Lázaro Santana, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems), a mobilização começou ainda no ano passado, quando a instituição passou a descumprir os prazos de pagamento. “Os trabalhadores aguardam o salário, que venceu no dia 7”, afirmou.

O sindicato alerta que, se os valores não forem quitados nas próximas horas, a paralisação deve atingir 70% dos serviços a partir de segunda-feira (12). A categoria só retornará às atividades após o pagamento integral dos valores devidos.

Hospital atribui atraso a problema técnico da Prefeitura

No fim do dia, a Diretoria Financeira da Santa Casa emitiu uma nota atribuindo o atraso a um “problema técnico no sistema” da Prefeitura de Campo Grande, que teria impedido a transferência dos recursos devidos à instituição. O comunicado afirma que a Prefeitura assegurou o depósito para este sábado (10) e que a folha será quitada “imediatamente” após o crédito.

A reportagem contactou a Prefeitura de Campo Grande para esclarecimentos, mas ainda aguarda retorno.

Desgaste e desvalorização

A técnica de enfermagem Rafaela Luz, com quatro anos de casa, expressou o descontentamento generalizado. “É uma falta de respeito. Trabalhamos corretamente durante os 30 dias, batemos ponto e não recebemos”, desabafou. Ela critica a necessidade de exposição pública para reivindicar direitos básicos, o que deixa pacientes desassistidos.

“Está realmente desgastante trabalhar na profissão. Somos desvalorizados, desrespeitados. Aqui não há pagamento na data correta para ninguém”, completou, refletindo o clima de frustração entre os colaboradores de todos os setores do hospital.

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