

O grupo governista de Mato Grosso do Sul terá um trabalho de articulação política considerável para costurar uma aliança coesa para as eleições de outubro. Enquanto no ano passado o cenário parecia tranquilo, com a possibilidade de uma coligação de quatro partidos, a situação se tornou mais disputada em poucos meses.
Atualmente, João Henrique Catan (PL) e Marcos Pollon (PL) buscam uma legenda para concorrer ao Governo do Estado, sondando justamente siglas que ainda não receberam um acordo definitivo do grupo liderado pelo governador Eduardo Riedel (PSDB) e pelo senador Reinaldo Azambuja (PSDB).
As atenções se voltam para o PSD e os Republicanos, partidos aliados do governo mas que negociam um tratamento especial em troca de fidelidade eleitoral.
No caso do Republicanos, a expectativa é eleger pelo menos um deputado federal pela sigla. No entanto, Reinaldo Azambuja já teria um compromisso com o PSDB para apoiar a reeleição do atual trio de deputados federais do partido, o que complica o cumprimento dessa promessa.
Quanto ao PSD, o governador Riedel teria feito um acordo direto com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, prometendo “cuidar” da legenda no estado, mesmo sem ter se filiado. Essa promessa coloca em cena o senador Nelsinho Trad (PSD), que busca o apoio do grupo governista para sua reeleição. Ele, porém, enfrenta concorrência interna de outros nomes do próprio bloco, como Gerson Claro (PP), Renan Contar (PL) e Gianni Nogueira (PL).
Nelsinho Trad, que também preside o PSD estadual, teria conversado com João Henrique Catan sobre uma eventual filiação e candidatura pelo partido. Qualquer movimento nesse sentido, contudo, dependeria da anuência de Kassab, que, por sua vez, ainda estaria comprometido com o acordo feito com Riedel.
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