

A possibilidade de a ministra Simone Tebet (MDB) disputar uma vaga no Senado por Mato Grosso do Sul em 2026 ameaça isolar a campanha do PT no estado. Isso porque a ministra já declarou publicamente que só integrará os palanques do presidente Lula, pela reeleição, e do governador Eduardo Riedel (PP), que também busca novo mandato.
A decisão de Tebet afeta diretamente Fábio Trad, ex-deputado federal lançado pelo PT como pré-candidato a governador. Sem o apoio da popular ministra, Trad enfrentará o constrangimento de ter uma integrante do governo Lula fazendo campanha para seu principal adversário, o governador Riedel. A situação preocupa as lideranças petistas locais, que reconhecem o capital político estadual de Tebet como um trunfo eleitoral decisivo.
A saída ideal para o PT, segundo apurou o Correio do Estado, seria a indicação de Tebet como candidata à vice-presidência na chapa de Lula ou sua migração para uma candidatura ao Senado por São Paulo. Dessa forma, ela não poderia campanhar para Riedel em MS, evitando o conflito de palanques.
Procurado, Fábio Trad evitou confronto e elogiou a ministra, dizendo que ela “transcendeu Mato Grosso do Sul” e pode “ser o que quiser onde quiser”. Sobre um eventual apoio, disse que a decisão é pessoal dela, reafirmando que seu apoio ao Senado seguirá a orientação do partido.
Em entrevista anterior, Simone Tebet reafirmou seu compromisso duplo: com a reeleição de Lula e de Riedel. Ela destacou a missão dada pelo presidente de divulgar obras federais no estado, negando que a estratégia tenha motivação eleitoral pessoal. A ministra ressaltou sua lealdade a Lula — lembrando que o apoiou no segundo turno de 2022 sem exigir cargos — e à decisão de seu partido, o MDB, que tem três ministros no governo.
Com suas declarações, Tebet deixa claro que, enquanto definir seu futuro político, seus únicos compromissos de campanha confirmados são com Lula e Riedel, colocando a candidatura petista ao governo de MS em uma posição politicamente delicada.
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