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Novo anuncia representação ética contra deputada Camila Jara por suposta agressão a servidor

Novo anuncia representação ética contra deputada Camila Jara por suposta agressão a servidor

17/12/2025 às 09h40
Por: Redação
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Desiquilibrada Deputada partiu para cima de servidor da Câmara Federal.
Desiquilibrada Deputada partiu para cima de servidor da Câmara Federal.

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) anunciou nesta terça-feira que o Partido Novo ingressará com uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara contra a deputada Camila Jara (PT-MS). A decisão foi comunicada durante uma sessão do próprio conselho.

A acusação refere-se a um vídeo que circulou nas redes sociais, no qual Camila Jara aparece em um momento de confronto com um servidor da Casa. O episódio teria ocorrido durante a retirada forçada do deputado Glauber Braga (PSOL) da mesa diretora, após ele ter se sentado na cadeira da presidência.

Van Hattem criticou a demora na análise do caso. "Uma deputada que agride nas partes íntimas um deputado federal, até agora não tem o seu processo instaurado no conselho de ética porque o corregedor não enviou", reclamou, fazendo referência a uma acusação anterior envolvendo a parlamentar e o deputado Nikolas Ferreira (PL).

No vídeo em questão, colegas parlamentares são ouvidos fazendo comentários irônicos dirigidos à deputada, pedindo que ela "proteja as partes íntimas", em alusão ao incidente anterior.

Nota da deputada Camila Jara

Em resposta, a deputada Camila Jara divulgou uma nota para explicar o contexto de sua revolta. Ela descreveu o dia como "ruim na Câmara" e criticou o que chamou de suavização de penas para criminosos e aceno à impunidade no Plenário.

Sem citar especificamente a votação sobre a redução de penas para invasores dos prédios dos Poderes, ela afirmou: "É o resultado de um Plenário que está distante das pautas da população".

A deputada relatou que a Câmara foi palco de "cenas de pugilismo", com parlamentares sendo agredidos pela própria polícia legislativa. "Vi também uma deputada sendo pisoteada. E outra empurrada com toda brutalidade. Enquanto isso, jornalistas foram impedidos de trabalhar. E a TV Câmara, num ato de censura, deixou de transmitir a sessão. Um horror. Me indignei", justificou.

Camila Jara encerrou a nota rejeitando o que classificou como "velho machismo". "Não adianta vir pra cima de mim com este velho machismo que tacha todas as mulheres de desequilibradas. Não esperem de mim passividade diante da violência. A população espera dos deputados decoro e foco nas soluções para o país", concluiu.

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