

O diretório estadual do PT em Mato Grosso do Sul pode ser obrigado a rever sua estratégia para a disputa do Governo do Estado. Embora localmente defenda a candidatura de Fábio Trad ao Palácio Guaicurus, a cúpula nacional do partido avalia que o nome seria “melhor aproveitado” em Brasília, concorrendo a uma vaga de deputado federal.
A pressão pelo redirecionamento de Trad surge da necessidade nacional do PT de reforçar sua bancada na Câmara dos Deputados, considerada crucial para a governabilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O cálculo partidário indica dificuldade para reeleger os dois atuais deputados federais de MS: Vander Loubet (PT) decidiu não tentar a reeleição para focar em uma candidatura ao Senado, e Camila Jara (PT) segue como a única candidata à Câmara na legenda.
Internamente, Fábio Trad não esconde sua preferência por concorrer ao cargo federal. Apesar de estar sendo apresentado em caravanas pelo interior como pré-candidato ao governo, a decisão final sobre seu destino eleitoral caberá ao diretório nacional do partido.
A indefinição expõe uma fragilidade no planejamento estadual: o PT não tem, no momento, um nome alternativo para substituir Trad na corrida pelo governo. Figuras cotadas internamente, como os deputados Zeca do PT e Pedro Kemp, já manifestaram desinteresse em concorrer. Zeca, inclusive, é um dos que defendem a manutenção de Fábio Trad no pleito estadual, sugerindo sua esposa, Dona Gilda, como candidata a vice-governadora.
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