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Senado se prepara para votar projeto que pode reduzir pena de Bolsonaro para regime aberto

Senado se prepara para votar projeto que pode reduzir pena de Bolsonaro para regime aberto

10/12/2025 às 10h12
Por: Redação
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Alcolumbre se compromete a votar PL da dosimetria ainda neste ano.
Alcolumbre se compromete a votar PL da dosimetria ainda neste ano.

A possibilidade de uma redução significativa na pena do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou força esta semana, com avanços simultâneos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O tema central é o Projeto de Lei da Dosimetria, que altera o cálculo de penas para certos crimes.

Na madrugada de quarta-feira (10), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto por ampla maioria (291 votos a 148). O texto, que seguiu para o Senado, unifica as penas por crimes conexos — como os de tentativa de golpe de Estado e de abolição do Estado Democrático de Direito —, aplicando apenas a mais grave no lugar da soma. Na prática, essa mudança reduziria a pena de Bolsonaro, condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de 8 anos e 9 meses (que significariam cerca de 3 anos e 4 meses em regime fechado) para aproximadamente 2 anos e 4 meses de prisão.

A tramitação no Senado ganhou um impulso decisivo com o posicionamento do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Em declarações públicas, Alcolumbre se comprometeu a colocar o projeto em votação ainda neste ano, antes do recesso parlamentar. "O compromisso é votar ainda em 2025", afirmou, sinalizando que dará celeridade à análise da matéria.

Caso o Senado aprove o texto sem alterações e ele seja sancionado, os cálculos judiciais deverão ser refeitos. Com a nova dosimetria, os 2 anos e 4 meses de pena permitiriam que Bolsonaro, que já cumpriu parte da pena em regime fechado, possa solicitar a progressão para o regime aberto. Nessa modalidade, ele não precisaria mais dormir em uma prisão, ficando sujeito a medidas como a proibição de sair da comarca sem autorização e a prestação de serviços à comunidade.

A discussão do projeto reacendeu o debate político sobre o episódio do 8 de janeiro. Governistas e oposicionistas travaram embates acalorados, com a base governista acusando a oposição de criar uma "lei de ocasião" para beneficiar o ex-presidente, enquanto parlamentares bolsonaristas defendem a medida como uma correção técnica e um primeiro passo em direção a uma fututa anistia.

A votação no Senado, portanto, não é apenas um trâmite legislativo, mas um novo capítulo de alta tensão política, com impacto direto na situação penal do ex-presidente e no cenário eleitoral em formação.

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