

Lideranças do MDB em Mato Grosso do Sul já têm um plano definido para o cenário em que a ministra Simone Tebet decida concorrer ao Senado pelo estado. A estratégia, decidida em reunião há mais de seis meses, isola a ministra: o partido apoiará oficialmente a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e não subirá no palanque de Simone se ela vincular sua campanha ao apoio ao presidente Lula (PT).
O racha não é pessoal, mas ideológico. Conforme revelou uma liderança partidária que comanda os rumos do MDB no estado, “o problema não é a Simone. O problema é o apoio ao Lula”. A decisão foi tomada para acalmar a base do partido, onde alguns deputados chegaram a ameaçar deixar a sigla em caso de uma aliança estadual com o PT.
A ministra ainda não oficializou sua candidatura em Mato Grosso do Sul. Sua decisão depende da definição do presidente Lula, já que há uma ala no Planalto defendendo que ela dispute uma vaga pelo Senado em São Paulo, para fortalecer o PT no maior colégio eleitoral do país.
Além disso, o PT a procurou para formar uma dobradinha no estado, com Fábio Trad (PT) para o governo e ela para o Senado. No entanto, Simone tem sinalizado publicamente que apoiará a reeleição de Riedel, alinhando-se, em tese, à posição de suas lideranças partidárias locais. A diferença é que, para o MDB de MS, esse apoio a Riedel é incompatível com qualquer compartilhamento de palanque com o PT.
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