

A CPI do Crime Organizado no Senado realiza sua segunda rodada de audiências nesta quarta-feira (19) com o depoimento do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, um dos maiores especialistas no PCC (Primeiro Comando da Capital), facção que domina Mato Grosso do Sul.
Convidado pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB), Gakiya deve fornecer aos parlamentares uma visão panorâmica sobre os grupos criminosos no Brasil. Também está prevista a oitiva de Antônio Glautter de Azevedo Morais, diretor de Inteligência da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais).
O debate sobre o controle das fronteiras dominou a primeira sessão da CPI. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, afirmou que é “utópico” ter um controle absoluto sobre as faixas de fronteira do país, que somam 17 mil quilômetros. Para contextualizar, ele destacou que apenas a fronteira do Brasil com a Bolívia (3,4 mil km) é maior que toda a fronteira entre Estados Unidos e México (3,1 mil km).
Investigações e pedidos de dados
Entre os primeiros requerimentos aprovados pela comissão, está um pedido ao Ministério da Justiça para fornecimento de dados detalhados sobre as facções criminosas nos últimos cinco anos (2021 a 2025). O relator também solicitou relatórios de inteligência, estatísticas de apreensões de drogas e armas, e informações sobre crimes patrimoniais ligados ao crime organizado.
A CPI foi instalada em novembro para investigar o tráfico, as milícias, a lavagem de dinheiro por meio de fintechs e criptomoedas, e a necessidade de integração entre os órgãos de segurança.
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