

Por 19 votos a favor, 2 contra e 2 abstenções, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou em primeira discussão, nesta terça-feira (11), o projeto que autoriza o governo estadual a contrair um empréstimo de R$ 950 milhões com o Banco do Brasil. A proposta segue para segunda votação nesta quarta-feira (12) e, se aprovada novamente, vai à sanção do governador Eduardo Riedel.
A sessão foi marcada por um intenso debate entre os deputados. A oposição manifestou preocupação com o volume do empréstimo e a situação financeira do estado.
Pedro Kemp (PT) questionou a prioridade do governo, ao citar a falta de remédios em postos de saúde enquanto o empréstimo é destinado a programas de asfalto (MS Ativo). Ele também criticou a renúncia fiscal de cerca de R$ 20 bilhões concedida ao agronegócio.
Zeca do PT expressou "extrema preocupação" com a mudança no discurso governista, que passou de um "absoluto controle fiscal" para a necessidade de contingenciamento e empréstimos.
João Henrique Catan (PL) acusou o governo de falta de gestão, afirmando que "lançou o segundo programa sem honrar o primeiro".
Defesa do governo e da política de incentivos - Em resposta, Coronel David (PL) rebateu as críticas de Zeca, atribuindo seu posicionamento à perda de cargos no governo. O presidente da Assembleia, Gerson Claro (PP), defendeu a política de incentivos fiscais, argumentando que ela é essencial para o desenvolvimento e a atração de grandes empresas como Suzano e Bracell para o estado.
Como votaram - Votaram contra o projeto os deputados Gleice Jane (PT) e João Henrique Catan (PL). Pedro Kemp (PT) e Zeca do PT se abstiveram. Os demais 19 parlamentares votaram a favor da autorização do empréstimo.
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