

Em Mato Grosso do Sul, o Republicanos se posiciona para se tornar o terceiro partido de peso na coligação que apoia o governo, nas eleições do próximo ano. O partido tem atraído diversos pré-candidatos, principalmente por dispor de dois recursos essenciais: um bom tempo de rádio e televisão e verba para campanha. Essa vantagem se tornou um refúgio para políticos que não encontraram espaço nos partidos dos principais líderes do grupo, Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL).
Entre os nomes mais cotados para migrar para o Republicanos está o deputado federal Beto Pereira (PSDB). A movimentação de Beto é significativa, pois ele não apenas negocia sua própria candidatura, mas também pode levar consigo o colega de partido, o deputado federal Dagoberto Nogueira. Beto Pereira já mantém diálogos com a cúpula nacional do Republicanos e atua na articulação de chapas, tendo se reunido, por exemplo, com a vereadora mais votada de Dourados, Isa Marcondes.

A atração pelo partido vai além. Recentemente, o Capitão Contar (PRTB) também se encontrou com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e foi convidado a concorrer ao Senado pela legenda, uma proposta que despertou seu interesse.
Do lado interno, a ambição do partido é clara. Conforme declarou o presidente estadual do Republicanos, Antônio Vaz, a meta para as eleições é eleger três deputados estaduais, dois federais e um senador.
Estratégia de “enxugamento”
A consolidação do Republicanos, no entanto, colide com a estratégia declarada dos líderes do bloco governista, Riedel e Azambuja. Eles desejam reduzir o número de partidos na coligação, sugerindo um máximo de três siglas para evitar a fragmentação de votos.
Porém, essa ideia encontra dificuldades para sair do papel. Partidos aliados de peso, como o próprio Republicanos e o MDB, já trabalham com a formação de chapas próprias para deputado. Além disso, há pressão interna do PSDB, onde vereadores não podem trocar de legenda antes de 2028 e, portanto, precisam que o partido tenha uma chapa para que possam concorrer em 2026.
Outro fator que torna o Republicanos ainda mais atrativo é a expectativa de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), dispute a Presidência da República, o que pode puxar votos para toda a legenda nacionalmente.
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