

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), decidiu recusar o assédio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para mudar seu domicílio eleitoral para São Paulo e se filiar ao PSB. Segundo informações de aliadas, a ex-senadora mantém o plano de permanecer no MDB e disputar uma vaga no Senado por Mato Grosso do Sul.
A proposta de Lula, que animou setores do PT, encontrou resistência também em São Paulo. O prefeito Ricardo Nunes (MDB), que busca o governo estadual com apoio de Jair Bolsonaro (PL), descartou publicamente apoiar uma candidatura aliada ao Presidente.
A decisão de Tebet, no entanto, não é simples e tem implicações em ambas as frentes políticas. Para à esquerda a candidatura da ministra forçaria o PT a repensar sua estratégia no estado, que hoje trabalha para lançar o deputado federal Vander Loubet ao Senado.
Já pela direita a situação é delicada para o governador Eduardo Riedel (PP). O marido de Simone, Eduardo Rocha (MDB), é chefe da Casa Civil e será candidato a deputado estadual. O MDB oficialmente apoia a reeleição de Riedel, mas busca distância de Lula para não perder eleitores bolsonaristas. A entrada de Tebet na disputa também afetaria a corrida entre os próprios candidatos de direita, como Reinaldo Azambuja (PL) e Nelsinho Trad (PSD).
Internamente no MDB sul-mato-grossense, a ministra ainda enfrenta a falta de apoio de caciques do partido, como o ex-governador André Puccinelli. Apesar dos obstáculos, sua expectativa é viabilizar a candidatura em seu estado de origem.
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