

A crise financeira da Prefeitura de Campo Grande já atinge diferentes setores e ameaça paralisar serviços essenciais. Credores de todos os tipos aguardam há meses o pagamento de dívidas que dependem diretamente da assinatura da secretária municipal de Fazenda, Márcia Hokama, que nesta semana está nos Estados Unidos, conforme postou em suas redes sociais.
Entre os prejudicados, estão empresas contratadas para a operação tapa-buracos e manutenção de vias pavimentadas, serviço que já foi suspenso por três das quatro empresas responsáveis. Desde 1º de maio, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) não realiza o pagamento para a Construtora Rial, RR Barros Serviços e Construção e Arnaldo Santiago, acumulando uma dívida estimada em R$ 20 milhões. Apenas uma construtora segue recebendo em dia. A paralisação ameaça cerca de 200 empregos diretos.
Mas o problema não para aí. Empresas responsáveis pela limpeza de unidades de saúde também estão sem receber, colocando em risco a higienização de postos e hospitais. Até mesmo a imprensa que presta serviços de publicidade institucional — essencial para campanhas como a de vacinação contra a gripe e programas como o Refis — não está com os pagamentos em dia, prejudicando o alcance de ações prioritárias da prefeitura.
Além disso, conforme apuração da redação, a Prefeitura também vem atrasando o pagamento dos servidores municipais, com previsão de quitação somente após o dia 10 deste mês. O atraso afeta diretamente milhares de famílias que dependem desse recurso para despesas básicas.
Enquanto isso, com credores na fila, serviços paralisados e setores essenciais comprometidos, a secretária de Fazenda segue fora do país. A ausência de decisões e a demora na liberação dos pagamentos deixam Campo Grande à mercê de um colapso administrativo, com buracos se multiplicando, unidades de saúde ameaçadas, campanhas públicas prejudicadas e servidores sem salário.
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