

Campo Grande lançou em março de 2025 o Plano Municipal da Primeira Infância, após anos de promessas vazias e políticas públicas ineficientes para crianças de 0 a 6 anos. O plano tem força de lei e abrange saúde, educação, assistência social, urbanismo e convivência familiar — tudo apresentado num portal digital que promete mais transparência. A proposta, embora positiva, expõe uma triste realidade: a capital sul-mato-grossense negligenciou por décadas o desenvolvimento infantil em larga escala, impactando diretamente o futuro da população.
O plano só foi elaborado após pressão de entidades civis e de especialistas da área social, que há anos alertavam sobre a falta de creches, ausência de políticas preventivas de saúde e escassez de infraestrutura básica nos bairros periféricos. O orçamento total previsto para os primeiros três anos gira em torno de R$ 120 milhões, com prioridade para capacitação de educadores, ampliação da rede de proteção e formação de conselhos regionais de acompanhamento.
Para a direita, que prega a valorização da família, disciplina e resgate de valores morais desde cedo, o plano representa um avanço — mas também um alerta: sem fiscalização e participação ativa da sociedade, o plano pode virar mais um papel bonito para inglês ver.
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