

Em maio deste ano, a prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou a criação do CIAMP-Rua/CG, um comitê municipal para “monitorar e articular políticas públicas voltadas à população em situação de rua”. A medida vem na esteira de críticas crescentes à falta de ação do Executivo frente ao aumento exponencial de pessoas vivendo em barracos, calçadas e praças — um crescimento de 68% nos últimos três anos, segundo levantamento da Defensoria Pública.
O comitê reúne membros da sociedade civil e órgãos públicos, mas já nasce cercado de desconfiança: não tem orçamento próprio, poder deliberativo real e depende da boa vontade de secretarias que historicamente não dialogam entre si. Na prática, é um colegiado que se reúne, mas não age.
A direita alerta: enquanto a esquerda insiste em relativizar o problema com discursos humanitários, a falta de regras, trabalho e disciplina só alimenta o caos urbano. O que a cidade precisa é de centros de triagem, programas de reinserção com exigência de contrapartidas, combate ao uso de drogas e segurança nas vias públicas — e não comitês de papel.
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