

Embora tenha sido institucionalizado em 2022, o II Plano Municipal de Políticas para as Mulheres segue sendo executado em 2025 com novos projetos e parcerias — e continua polêmico. Elaborado com participação de ONGs, coletivos feministas e representantes da esquerda acadêmica, o documento prevê ações em saúde, educação, cultura, direitos humanos e segurança, com foco em “diversidade” e “interseccionalidade”.
Entre os eixos principais, estão: combate à violência doméstica, inclusão de mulheres LGBTI+, fortalecimento de mulheres negras e indígenas, políticas reprodutivas e criação de conselhos de equidade de gênero. No entanto, o plano não menciona apoio direto à maternidade, combate ao aborto, nem incentivo à mulher empreendedora cristã ou dona de casa — invisibilizando uma parcela enorme da população.
Para setores conservadores, o documento é uma tentativa ideológica de transformar políticas públicas em ferramenta de doutrinação, ignorando valores morais e culturais de milhares de famílias campo-grandenses. “É um plano para as militantes de esquerda, não para as mulheres da cidade”, afirma a empresária e mãe de quatro filhos Ana Paula Torres, da região do Prosa.
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