

A prefeitura de Campo Grande anunciou com estardalhaço que o programa “Inverno Acolhedor” já distribuiu mais de 22 mil refeições, realizou 3 mil abordagens sociais e contabilizou 5.500 atendimentos técnicos só no primeiro semestre. Porém, a maquiagem nos números não esconde o colapso estrutural da assistência social. Técnicos da própria SAS alertam que não há censo atualizado da população em situação de rua, impedindo planejamento sério e abrindo margem para contratos de emergência, sem licitação, com entidades pouco fiscalizadas.
Apesar de o Comitê CIAMP-Rua/CG ter sido instituído em maio, não há qualquer transparência pública sobre suas reuniões, deliberações ou metas, e a população segue crescendo nas calçadas do centro e nas avenidas principais.
Nos bastidores, servidores relatam que a prefeita tem dado preferência a ações midiáticas e alianças religiosas, abandonando a função institucional do município. Enquanto isso, ONGs beneficiadas por contratos emergenciais já movimentaram mais de R$ 4 milhões somente em 2025 — sem qualquer controle externo efetivo.
Resumo:
22 mil refeições entregues
5.500 atendimentos técnicos
Nenhum censo recente publicado
Mais de R$ 4 milhões em contratos com ONGs
Comitê CIAMP-Rua sem transparência funcional.
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