

O novo Decreto nº 16.271 reorganiza a prefeitura de Campo Grande em nove sistemas administrativos — como Planejamento, Tecnologia, Recursos Humanos e Finanças. A narrativa oficial é de “gestão moderna e eficiente”. A realidade, porém, é outra: a medida abriu espaço para criação de mais de 180 cargos comissionados em áreas estratégicas, segundo levantamento de auditores do TCE-MS.
A estrutura de controle interno, que antes previa avaliação técnica nas secretarias, foi substituída por coordenações nomeadas diretamente pelo núcleo político da prefeita. Representantes do sindicato dos servidores municipais denunciaram que mais de 60% das nomeações recentes foram feitas sem critérios de qualificação técnica.
A oposição na Câmara Municipal afirma que a medida é uma forma de garantir apoio político para as eleições de 2026, blindando secretários e fortalecendo alianças com igrejas e empresários do setor de eventos. Servidores efetivos relatam perseguições internas e estagnação de planos de carreira.
Resumo ampliado:
+180 novos cargos comissionados estimados
+60% das nomeações sem exigência técnica comprovada
Reorganização ignora servidores de carreira
Decreto com efeitos retroativos a janeiro
TCE-MS monitora estrutura para apuração de desvios administrativos.
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