

Cidade criou mais de 5 mil empregos em 2025, mas nas Moreninhas, Noroeste e Caiobá, o desemprego informal continua esmagador.De acordo com os dados mais recentes do Novo CAGED, Campo Grande criou 5.872 novos empregos formais de janeiro a maio, com destaque para os setores de serviços (3.211), construção (1.180) e comércio (820). No entanto, essa euforia econômica não chega às periferias.
Um levantamento da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul revela que 64,3% da população economicamente ativa em bairros como Jardim Noroeste e Moreninha II está na informalidade, atuando como vendedores ambulantes, motoboys sem carteira e diaristas.
Moradores relatam que as agências da Funsat funcionam com filas de até 4 horas e não têm programas de reinserção profissional. O transporte até os centros comerciais continua precário, com ônibus superlotados e horários reduzidos. Apesar do avanço em números formais, a base da pirâmide segue invisível para a gestão da prefeita. A desigualdade segue crescendo em ritmo acelerado.
Dados e impactos:
5.872 empregos formais de jan-mai
64,3% da periferia atua na informalidade
Funsat com baixa capacidade de atendimento
Transporte urbano falho nas regiões com maior exclusão
Nenhum projeto de qualificação profissional implantado em 2025 nas zonas sul e norte.
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