

Após três meses sob estado de emergência em saúde pública, a Prefeitura de Campo Grande confirmou nesta quarta-feira (30) o encerramento oficial do decreto nº 15.342, que havia sido instaurado em 26 de abril de 2025 devido ao colapso na rede hospitalar com o aumento de casos graves de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), sobretudo entre crianças. A revogação foi publicada no Diogrande e passa a valer a partir do dia 31.
O decreto havia sido assinado pelo prefeito interino na época, com aval da secretária municipal de Saúde, Rosana Leite de Melo, após o esgotamento de leitos pediátricos, levando a remanejamentos para municípios do interior e até transferências interestaduais. Durante o pico, a cidade registrou mais de 1.000 casos semanais, um número quatro vezes acima da média histórica.
Durante o período de emergência, foram realizados contratos emergenciais sem licitação, mobilizados recursos de R$ 825 mil para insumos, reforço em pessoal e ampliação das unidades de atendimento. Apesar da situação ter sido controlada, especialistas como o médico infectologista Dr. Luiz Ricardo Cury alertam para a “falta de planejamento estratégico e excesso de improviso da gestão pública”.
Entidades médicas, como o CRM-MS e a Associação Médica de Campo Grande, cobraram mais investimento em prevenção e imunização antecipada, principalmente entre o público infantil.
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