

Com o encerramento do decreto de emergência, a Secretaria Municipal de Saúde apresentou nesta quarta-feira (30) o balanço da campanha contra a gripe. Os números preocupam: apenas 41% dos grupos prioritários foram vacinados — índice bem abaixo da meta nacional de 90%.
Entre os grupos prioritários com menor cobertura estão gestantes (29%), crianças de até cinco anos (34%) e idosos (45%). A secretária Rosana Leite afirmou que, apesar do reforço da estrutura emergencial, houve resistência da população por "descrença na eficácia da vacina" e "desinformação disseminada pelas redes sociais".
Foram utilizados R$ 825 mil em recursos emergenciais, parte deles redirecionados do orçamento da Vigilância Epidemiológica, para aquisição de doses, EPIs e mobilização de profissionais. A campanha contou com a participação de agentes comunitários e parcerias com escolas, igrejas e associações de bairro.
O Ministério da Saúde foi criticado por enviar as vacinas com atraso, dificultando o planejamento municipal. “Houve incompetência federal, novamente, na distribuição. Quando a vacina chegou, o surto já tinha explodido”, afirmou a vereadora Camila Jara, em sessão da Câmara Municipal. A oposição acusa o governo federal de priorizar estados alinhados ao Palácio do Planalto.
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