

A 4ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, realizada na última semana e concluída nesta quarta-feira (30), reuniu mais de 600 mulheres, representantes de ONGs, conselhos, movimentos populares, lideranças comunitárias e instituições públicas. O objetivo foi debater e atualizar as diretrizes municipais para os próximos quatro anos.
O evento foi coordenado pela Secretaria Municipal da Mulher (SEMU) e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), com apoio da Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal. Foram apresentados dados alarmantes: Campo Grande lidera o ranking estadual de feminicídios em 2024, com 13 casos confirmados. Mais da metade das vítimas já haviam feito boletim de ocorrência e não obtiveram medidas efetivas de proteção.
A conferência gerou um relatório com 12 propostas de ações prioritárias, entre elas:
Implantação de um abrigo de acolhimento integral com atendimento 24h;
Expansão do número de delegacias da mulher com funcionamento noturno;
Criação de um fundo emergencial para apoio a mulheres em fuga;
Inclusão de pautas de equidade em editais de cultura, esporte e educação.
A presidente do CMDM, Ana Cláudia Souza, criticou a “postura omissa” de parte do Executivo e cobrou “comprometimento político real, não só simbólico”. A bancada feminina da Câmara promete pressionar para que ao menos parte das medidas seja incluída no Plano Plurianual (PPA) 2026–2029.
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