

Em abril, a cidade sediou a Conferência Intermunicipal de Economia Solidária, evento que reuniu representantes de Campo Grande, Sidrolândia, Terenos e Rochedo. O objetivo era propor políticas públicas voltadas à inclusão produtiva, com foco em cooperativas e geração de renda. Na prática, o encontro virou palanque de coletivos alinhados a partidos de esquerda.
Com um orçamento superior a R$ 85 mil, o evento não apresentou nenhuma meta concreta, nem indicadores de impacto ou cronograma de implantação. Os cinco eixos discutidos – como sustentabilidade, autogestão e legislação – foram preenchidos por chavões ideológicos e fórmulas burocráticas.
Microempreendedores, feirantes e camelôs – que representam mais de 17 mil registros ativos como MEIs em Campo Grande – ficaram à margem do evento. “Falam em economia solidária, mas ninguém menciona redução de impostos, desburocratização ou crédito acessível. Não tem nada de solidário com quem quer crescer de verdade”, reclamou Márcio Lopes, comerciante da região central.
Ao fim da conferência, nenhum plano foi apresentado à Câmara Municipal, e o relatório ainda não está disponível no site da Prefeitura.
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