

Em maio, a Prefeitura participou do programa MS Ativo – Municipalismo em Ação, uma iniciativa do Governo do Estado para identificar e apoiar demandas municipais. A gestão municipal apresentou mais de 60 pedidos de investimento, especialmente nas áreas de saúde, drenagem, habitação e infraestrutura.
O que deveria ser uma parceria estratégica revelou, na verdade, o estado de dependência total da Prefeitura de Campo Grande em relação ao Executivo Estadual. Com um déficit acumulado superior a R$ 400 milhões, segundo relatório do TCE-MS de 2024, a cidade perdeu capacidade de investimento próprio e vive à base de convênios e emendas.
O prefeito evitou detalhar quais obras serão priorizadas ou quando as demandas serão atendidas. Entre os pedidos estão: reforma do Hospital do Idoso, ampliação da Emei Vila Bordon, contenção de erosões no Anhanduizinho e revitalização da Avenida Duque de Caxias — obras que deveriam ter sido feitas há anos.
A adesão ao “MS Ativo” tem potencial positivo, mas escancara a verdade: Campo Grande vive um colapso gerencial, reflexo de escolhas políticas erradas, inchaço da máquina pública e despreparo técnico.
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