

A manhã desta segunda-feira foi marcada por embate político na Câmara Municipal de Campo Grande. Após denúncias de reajustes automáticos da tarifa do transporte coletivo sem debate público, os vereadores aprovaram um projeto que barra cláusulas de correção automática nos contratos com os consórcios operacionais.
A medida atinge diretamente a administração Adriane Lopes (PP), que tem evitado rever os contratos firmados ainda na gestão de Marquinhos Trad, mas que continuam onerando os cofres públicos. Parlamentares de oposição, liderados por Otávio Trad (PSD) e Ronilço Guerreiro (Podemos), exigem a abertura de uma CPI para apurar supostas irregularidades nas planilhas de custos das empresas de ônibus.
Segundo dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, o valor da passagem poderia ser reduzido em até R$ 0,80, caso fossem excluídos custos inflados com “serviços administrativos”. O projeto agora aguarda sanção da prefeita, que já sinalizou resistência.
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