

Após ser reconduzido ao comando da Câmara Municipal até 2028, o vereador Carlos Papy (Solidariedade) já articula uma nova reestruturação interna que reduz o poder de decisão das comissões permanentes e fortalece a presidência.
A proposta, protocolada nesta segunda-feira, prevê que relatórios de comissões como Constituição e Justiça, Finanças e Saúde poderão ser ignorados caso não sejam aprovados em tempo hábil. Na prática, abre-se brecha para votações diretas em plenário, centralizando o poder na Mesa Diretora.
A oposição classifica o movimento como “autoritário e antidemocrático”. A vereadora Camila Jara (PT) afirmou que a proposta “silencia os trabalhos técnicos e transforma a Casa em um carimbo do Executivo”.
Nos bastidores, o projeto é visto como uma forma de blindar Adriane Lopes até o final do mandato e evitar investigações mais profundas, principalmente as que envolvem contratos e denúncias de rombo orçamentário.
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