

O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (21), a criação de um escritório de assessoramento tributário em Pequim, capital da China. A proposta, segundo o Ministério da Fazenda, é facilitar o intercâmbio fiscal e auxiliar investidores chineses interessados no Brasil. Na prática, o movimento consolida um alinhamento ainda mais estreito com o regime comunista chinês — principal concorrente dos EUA na arena global.
O escritório terá como função prestar assistência técnica a empresas chinesas em processos de importação e exportação, além de facilitar tratativas sobre acordos bilaterais tributários. A medida faz parte da chamada "diplomacia pragmática" do ministro Fernando Haddad, mas vem sendo criticada por especialistas da área econômica que alertam para o risco de dependência excessiva da China, que hoje já representa mais de 30% das exportações brasileiras.
Setores da direita denunciam que o governo Lula avança em alianças ideológicas disfarçadas de interesses comerciais, enfraquecendo a soberania nacional e se afastando de valores ocidentais e democráticos, como os dos EUA e da Europa. O silêncio do Planalto sobre os campos de concentração uigures e a repressão digital promovida por Pequim é visto como omissão estratégica.
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