

O ministro Fernando Haddad reconheceu hoje (21) que o Brasil poderá não conseguir fechar um acordo com os Estados Unidos até o dia 1º de agosto, data em que entra em vigor a tarifa de 50% imposta por Donald Trump. A medida dos americanos atinge diretamente o agronegócio brasileiro, especialmente o setor de carnes e soja, que terá impacto bilionário na balança comercial.
Em entrevista coletiva, Haddad afirmou que o Brasil “não esperava medidas tão hostis” e que “herdou um arcabouço jurídico engessado” de governos anteriores. A declaração, no entanto, contradiz o discurso da própria gestão petista, que em 2023 desfez reformas pró-mercado e se afastou do alinhamento automático com Washington.
Enquanto o governo busca apoio da China e do BRICS para contornar os efeitos das tarifas, analistas alertam: a quebra da confiança com os EUA pode comprometer décadas de integração econômica com o Ocidente, colocando o Brasil numa rota de isolamento perigoso. Setores conservadores criticam a “ideologização da política externa” que substitui pragmatismo por populismo diplomático.
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