

Relatório publicado hoje (21) por economistas de mercado indica que a previsão de inflação para 2026 recuou de 4,50% para 4,45%, refletindo um leve otimismo com a estabilidade de preços no longo prazo. Apesar da sinalização positiva, o estudo destaca que a taxa de juros real (Selic em 15%) segue entre as mais altas do mundo, o que compromete investimentos produtivos e sufoca empreendedores.
A queda nas expectativas inflacionárias ocorre após pressão do setor produtivo, que exige reformas estruturais e menos interferência estatal na economia. No entanto, o governo Lula tem insistido em medidas de aumento de gasto público, reajustes salariais sem contrapartida fiscal e renúncias tributárias para manter apoio político, o que dificulta a redução de juros.
Empresários e entidades como a FIESP defendem uma agenda liberal de verdade, com corte de estatais deficitárias, enxugamento da máquina pública e redução de impostos. A leitura predominante no mercado é que sem um novo arcabouço fiscal responsável, a queda da inflação não se sustentará.
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