

Acuado pelas críticas e encurralado por uma crise institucional interna, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu às sanções impostas por Donald Trump com bravatas e populismo. Em tom inflamado, Lula classificou a medida como “chantagem de um gringo que quer mandar no Brasil” e anunciou que seu governo estuda tarifas retaliatórias contra os EUA, numa tentativa de se colocar como defensor da soberania nacional.
“Não aceito ser tutelado por nenhum estrangeiro, muito menos por quem protege fascistas”, disse Lula em rede nacional, numa clara tentativa de transformar a crise em palanque ideológico para agradar sua base de esquerda.
No entanto, a reação dividiu o Congresso e o empresariado brasileiro. Enquanto alguns setores progressistas aplaudiram a resposta, empresários e economistas alertam que a retaliação pode piorar a relação comercial com os EUA, gerando prejuízos para o agronegócio e a indústria.
Popularidade derrete, e Lula tenta mudar o foco
Nos bastidores, auxiliares do Planalto admitem que Lula viu no confronto com Trump uma oportunidade para desviar o foco de derrotas recentes no Congresso, como a derrubada do aumento do IOF e a crise envolvendo a simplificação do licenciamento ambiental, criticada até por aliados.
A oposição, por sua vez, não poupou críticas: “Lula é rápido para gritar contra Trump, mas lento para agir contra o rombo de R$ 386 milhões em Campo Grande ou o caos nos ministérios”, disparou um deputado da direita.
Analistas observam que a tática de Lula mira na radicalização do discurso, mas falha em unir o Brasil em torno de uma agenda concreta. Enquanto isso, Bolsonaro segue ganhando força no exterior, com respaldo político e moral do principal líder conservador do planeta.
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