

A CPI do Consórcio Guaicurus, que já se tornou um dos principais embates políticos da Câmara Municipal em 2025, revelou um dado alarmante nesta quinta-feira: 197 ônibus antigos seguem em operação plena no sistema de transporte coletivo da capital. Os veículos, segundo o relatório preliminar, não atendem mais os critérios mínimos de segurança, eficiência e conforto exigidos por lei.
De acordo com o relator, vereador Maicon Nogueira (PP), muitos dos ônibus têm mais de 10 anos de uso, rodando sem climatização, com suspensão comprometida e até freios que já apresentaram falhas. “Estamos lidando com um consórcio que virou as costas para a população. E o mais grave: com anuência da Prefeitura”, disparou.
O Consórcio Guaicurus justificou que a crise econômica e os constantes congelamentos tarifários inviabilizaram a renovação da frota. No entanto, documentos da CPI mostram que a empresa recebeu subsídios milionários nos últimos anos, sem prestar contas claras dos investimentos.
A CPI ainda apura supostos favorecimentos da prefeita Adriane Lopes (PP) ao consórcio, que teria sido poupado de multas e fiscalizações mais rigorosas. “A gestão municipal falhou em cobrar e preferiu manter acordos políticos escusos para garantir apoio eleitoral”, acusou o vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB).
A população segue revoltada. “Pago R$ 4,65 por uma viagem em um ônibus sem ar, com banco quebrado e motor que engasga. Onde vai parar esse dinheiro todo?”, questiona o estudante João Vitor, morador da região do Aero Rancho.
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