

Uma audiência pública marcada para o dia 30 de julho reacendeu os alertas na Câmara Municipal: a Prefeitura de Campo Grande pretende renovar, por mais 30 anos, a concessão da MSGás, responsável pelo fornecimento de gás natural na capital. O problema? O contrato está sendo discutido sem concorrência pública e com indícios de favorecimento, segundo denúncias de vereadores da oposição.
O tema foi levantado pelo vereador Marcos Tabosa (PDT), que protocolou um requerimento cobrando explicações da prefeita Adriane Lopes (PP) sobre os critérios técnicos usados para justificar a prorrogação. “Estão entregando a cidade por três décadas sem ouvir a população nem o mercado. É um escândalo silencioso que precisa ser investigado”, afirmou.
Fontes da própria MSGás confirmaram que a companhia já opera com margem reduzida e que tem dificuldades para expandir sua rede para áreas mais pobres da capital. “Estão vendendo a cidade para manter monopólios. Isso não é gestão pública, é cartel”, acusou Tabosa.
A oposição quer que o contrato passe por nova licitação, com regras modernas e cláusulas de metas de investimento e cobertura. Já o líder do governo na Câmara, vereador Gilmar da Cruz (Republicanos), defendeu a renovação: “A MSGás tem histórico positivo. Melhor manter o que funciona do que arriscar aventureiros.”
Nos bastidores, fala-se em possível troca de favores entre o Executivo municipal e aliados do governo estadual, que controla a MSGás. A pressão popular deve aumentar nos próximos dias.
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