

Um relatório divulgado nesta terça-feira (15) pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) levanta sérias suspeitas sobre a gestão da saúde pública em Campo Grande. A análise de contratos firmados entre 2023 e 2025 revela ao menos R$ 37 milhões em contratações emergenciais sem licitação, a maioria para fornecimento de medicamentos e serviços hospitalares.
Segundo o TCE, não houve justificativa plausível para o uso recorrente da dispensa de licitação. Em alguns casos, as mesmas empresas foram contratadas diversas vezes, com valores reajustados para cima, o que configura indício de direcionamento e possível favorecimento político.
A Controladoria-Geral do Município ainda não se manifestou sobre o conteúdo do relatório. Vereadores da oposição pedem abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas a base da prefeita Adriane Lopes trava qualquer movimento nesse sentido.
A crise na saúde vem se agravando, com reclamações de falta de médicos, filas para exames e desabastecimento de insumos. Mesmo assim, os gastos aumentaram — e sem transparência.
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