

A manobra que garantiu a reeleição antecipada do vereador William Maksoud, o Papy (PSDB), para a presidência da Câmara até 2028 ainda repercute entre os corredores do legislativo municipal. Após a aprovação relâmpago na semana passada, parte da base aliada da prefeita Adriane Lopes começa a rachar.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a costura política para garantir Papy no comando da Casa incluiu promessas de cargos, liberação de emendas e apoio em futuras candidaturas. A oposição fala em “golpe branco” e tentativa explícita de controle total das pautas do legislativo.
Papy é visto como peça-chave no projeto de reeleição da prefeita, blindando-a de CPIs e pedidos de impeachment. A decisão de prolongar seu mandato foi feita sem consulta pública ou debate mais amplo com a sociedade. Internamente, até mesmo vereadores aliados têm criticado a falta de diálogo e o “racha silencioso” que cresce a cada dia.
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