

Um novo capítulo turbulento se abre para a gestão da prefeita Adriane Lopes (PP). Nesta sexta-feira (11), a Procuradoria da Câmara confirmou que está em análise o pedido formal de impeachment da chefe do Executivo, com base em suposta omissão na retenção de impostos obrigatórios sobre a folha de pagamento dos servidores municipais.
Segundo a denúncia apresentada pelo empresário Bruno Ortiz e pelo ex-candidato Luso Queiroz, a prefeita deixou de reter e repassar valores de Imposto de Renda e da previdência (IMPCG), somando um rombo de R$ 386 milhões entre 2023 e 2024. O documento protocolado com mais de 100 páginas contém planilhas, documentos fiscais e pareceres técnicos que apontam, segundo os autores, crime de responsabilidade fiscal.
"A população não pode mais suportar uma gestão que mascara números e finge transparência", declarou Ortiz. O pedido foi lido em plenário e será agora analisado pela Procuradoria Jurídica, que emitirá parecer técnico sobre a admissibilidade.
Caso o parecer seja favorável, a Câmara abrirá uma Comissão Processante com 90 dias para investigar e deliberar sobre o afastamento da prefeita. Fontes indicam que ao menos 10 vereadores da oposição já se articulam para garantir os 15 votos necessários à abertura formal do processo.
A prefeita, por sua vez, divulgou nota afirmando que os valores “não foram repassados por necessidade de reequilíbrio fiscal” e que está “tranquila quanto à legalidade dos atos”. O cenário é de tensão máxima nos corredores do Paço Municipal.
Mín. 16° Máx. 26°





