

A CPI dos Transportes, instalada há três meses na Câmara Municipal, divulgou nesta terça-feira seu relatório parcial, jogando luz sobre os graves problemas do transporte coletivo da Capital. A comissão revelou que há cláusulas lesivas à população no atual contrato com o consórcio operante, além de omissões da Prefeitura na fiscalização dos serviços.
Entre os principais pontos do relatório está a exigência de renovação de pelo menos 100 ônibus até dezembro, com aplicação de sanções à empresa caso não cumpra a medida. Hoje, mais de 40% da frota circula com vida útil vencida, segundo dados da própria Agetran.
A CPI é presidida pelo vereador Valdir Gomes (PP), que apontou “um sistema viciado que favorece empresários e penaliza o povo”. A gestão Adriane Lopes (PP) se mantém em silêncio e não apresentou plano de ação.
Parlamentares da direita denunciam que os contratos são herança de gestões alinhadas à esquerda, feitas sem ampla concorrência, mantendo um monopólio que penaliza os usuários com passagens caras e ônibus sucateados.
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