

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) liderou ontem, domingo, um novo ato político na avenida Paulista sob o lema “Justiça Já”, convocado especialmente para protestar contra seu julgamento no Supremo Tribunal Federal, acusado de conspirar para derrubar resultados das eleições de 2022 .

Manifestação e presença
O protesto atraiu um público estimado entre 12,4 mil (Cebrap/USP) e 16,4 mil (Poder360) participantes , bem abaixo dos cerca de 45 mil na Paulista em abril.
Disposto em apenas um quarteirão em frente ao MASP, o grupo se concentrou no cruzamento com a Peixoto Gomide .
Discurso e pautas
Bolsonaro negou as acusações que enfrentam até 43 anos de prisão, assertivas que classificou como “fumaça de golpe” e “golpe fictício” .
Para se defender, reafirmou o pedido de apoio político: “Me deem 50 % da Câmara e 50 % do Senado nas eleições de 2026 e mudarei o destino do Brasil” .
Defendeu ainda anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e criticou o ministro Alexandre de Moraes como “ditador da toga” .
Apoio de aliados
Organizado e financiado pelo pastor Silas Malafaia, o ato contou com a presença de deputados, senadores e quatro governadores: Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Jorginho Mello (SC) e Cláudio Castro (RJ) .
Malafaia subiu ao caminhão de som e atacou a delação de Mauro Cid, criticando duramente o STF .
Contexto e repercussão
Este é o sétimo ato liderado por Bolsonaro desde o fim de seu mandato, realizado em meio ao processo no STF em curso e com sentença prevista para setembro .
A queda no público em relação a abril foi atribuída, pelos organizadores, ao fim do mês, fase de férias e ao jogo do Flamengo na Copa do Mundo de Clubes .
O que vem a seguir
O ex-presidente e seus 33 aliados enfrentam cinco acusações, incluindo tentativa de abolição violenta da ordem democrática — penas somadas podem chegar a 12 a 43 anos de prisão .
O STF abriu prazo para alegações finais na sexta-feira, etapa anterior à sessão de julgamento, prevista para setembro .
Conclusão: o ato de ontem reforça o posicionamento político de Bolsonaro frente ao STF e projeta a estratégia para 2026: construir uma bancada aliada que, mesmo sem ele elegível, possa viabilizar suas pautas — especialmente, a anistia e resistência à “perseguição política”.
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