

Na noite de ontem quinta-feira (27), a Câmara Municipal de Campo Grande realizou uma sessão solene para entregar a chamada Medalha Alanys Matheusa — uma honraria criada para reconhecer 60 ativistas LGBTQIA+ e seus aliados. A iniciativa, idealizada pelo vereador Jean Ferreira (PT), ocorreu no plenário Oliva Enciso, teve transmissão ao vivo.
A cerimônia, com caráter simbólico, levanta questionamentos sobre o uso de estruturas públicas e espaços legislativos para reforço de pautas ideológicas que dividem a sociedade. Enquanto setores progressistas apontam a homenagem como um "ato de visibilidade e respeito à diversidade", parte significativa da população encara o evento como um movimento de politização extrema em nome de agendas identitárias.
O nome da medalha homenageia Alanys Matheusa, advogada trans falecida, símbolo da militância local. Embora o tributo tenha tom emocional, críticos afirmam que o foco deveria estar nas pautas urgentes da cidade, como segurança, saúde e educação, ao invés de fortalecer um ativismo político-partidário.
A sessão também antecipa as ações do mês do "Orgulho LGBTQIA+", demonstrando, segundo opositores, o alinhamento da atual legislatura a grupos ideológicos, muitas vezes distantes das reais necessidades da população campo-grandense.
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