

Os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul estão praticamente unânimes contra o decreto do presidente Lula que elevou alíquotas do IOF em operações de crédito, câmbio, seguros e previdência. Seis deles confirmaram voto favorável à derrubada da medida, enquanto os dois deputados do PT disseram que seguirão a orientação do governo .
✅ Linha do eleitorado sul-mato‑grossense
Rodolfo Nogueira (PL) protocolou um dos 20 Projetos de Decreto Legislativo (PDL) contra o aumento. Ele defende que o tributo castiga produtores rurais e usuários de cooperativas de crédito como Sicoob e Sicredi .
Dagoberto Nogueira (PSDB) declarou que votará contra o aumento, mantendo sua trajetória de redução de impostos para tornar o Brasil mais competitivo .
Geraldo Resende (PSDB) também se posicionou contrário, afirmando que o equilíbrio fiscal deve vir por corte de gastos, não via elevação de tributos .
Dr. Luiz Ovando (PP) criticou o decreto como “mais uma manobra fácil e injusta” do governo para onerar pequenos e médios empreendedores .
Marcos Pollon (PL) argumentou que o IOF é um tributo regulatório, não arrecadatório, e deve ser usado apenas para ajustes pontuais .
Beto Pereira (PSDB) reforçou que o IOF foi elevado sem discussão e sem cortes prévios nos gastos públicos .
Por sua vez, Camila Jara (PT) e Vander Loubet (PT) optaram por se alinhar ao posicionamento do governo, apoiando o decreto — estratégia comum entre os parlamentares que seguem a orientação da base.
???? Parlamentares se mobilizam em grupo
Os deputados anti-decreto garantem que a bancada de MS está mobilizada para garantir que haja votação em plenário o mais rápido possível. Acompanhando a maioria dos 19 projetos com objetivo semelhante, o grupo cobra que o presidente da Câmara, Hugo Motta, inclua a pauta na sessão .
A Frente Parlamentar do Agronegócio — com forte representação no estado — tem apoiado a mobilização, classificando o aumento do IOF como uma penalização desnecessária ao produtor rural .
⚖️ O equilíbrio entre arrecadação e impacto na economia local
Setores produtivos, cooperativas e pequenos empreendedores alertam que a medida encarece o crédito e reduz a competitividade, especialmente no agronegócio — carro-chefe da economia sul-mato-grossense. Conforme relatado pelos deputados, a elevação das alíquotas gera duplo efeito:
1. aumento dos custos de operação;
2. retração no acesso ao financiamento por linhas populares como Pronamp e cooperativas locais .
???? Alternativas propostas e impasse
Enquanto o governo acena com uma MP que tributa investimentos em LCI/LCA e apostas esportivas como compensação , deputados de MS mantêm oposição à nova taxação, especialmente sobre LCI/LCA, por considerarem que atinge diretamente a população .
Dr. Luiz Ovando destaca ainda o efeito negativo sobre moradia e alimentação no estado, insistindo que os cortes de gastos públicos devem ser priorizados em vez de aumentar tributos .
???? O que vem por aí
Votação em plenário: pauta depende de decisão de lideranças e de inclusão por Hugo Motta — pode ocorrer nas próximas semanas.
Análise da MP 1.303/25 no Congresso, que trata das alternativas ao IOF.
Possível derrota do governo caso MS e outros estados consigam maioria na bancada.
Pressão local: produtores, cooperativas e ONGs vinculadas ao agronegócio intensificam mobilização por meio de audiências e redes sociais.
???? Quadro de posicionamento dos deputados de MS
Deputado Partido Voto contra PDL apresentado
Rodolfo Nogueira PL ✅ ✅
Dagoberto Nogueira PSDB ✅ –
Geraldo Resende PSDB ✅ –
Dr. Luiz Ovando PP ✅ –
Marcos Pollon PL ✅ –
Beto Pereira PSDB ✅ –
Camila Jara PT ❌ segue base –
Vander Loubet PT ❌ segue base –
Conclusão: a bancada sul-mato-grossense mostra unidade contrária ao aumento do IOF e articula forte pressão política para barrar a medida. O tempo dirá se esse alinhamento regional será decisivo para influenciar o resultado nacional.
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