

João Augusto Borges de Almeida, de 21 anos – preso por matar Vanessa Eugênia Medeiros de 23 anos e a filha Sophie Eugênia Borges, de 10 meses – foi agredido pelos colegas de cela, em Campo Grande.
O suspeito está na DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) desde o flagrante e aguarda por audiência de custódia, marcada para esta quinta-feira (29).
O depoimento de João foi prestado ao delegado Rodolfo Daltro, titular da DHPP. João falou sobre o começo do relacionamento entre ele e Vanessa, quando se conheceram em um aplicativo de relacionamento e passaram a morar juntos com dois meses de namoro.
Quando questionado sobre como era o relacionamento, João disse que era conturbado, que havia muitas brigas, discussões, que era ciumento e Vanessa não aceitava os pedidos de mudança de comportamento.
Quando Vanessa ficou grávida, João disse ter aceitado a gravidez, mas, depois que Sophie nasceu, ele revelou que passou a ter raiva da filha. Disse ter ódio quando a bebê completou dois meses. “Se eu não tivesse matado ela [Sophie], eu teria doado”.
Apesar de não estar sob efeito de nenhuma droga, João não demonstrou remorso algum pelos crimes. Ele ainda falou que Vanessa queria se separar logo após que a bebê nasceu, mas ele não aceitava o fim, já que temia que a pensão a ser paga pudesse ter um valor muito alto.
“Ela [Vanessa] disse que ia embora com a pequena e que ia fazer a Sophie me odiar e que, se alguma coisa acontecesse com ela, a bebê ficaria com minha cunhada.”, disse João.
‘Bebê ainda sorriu antes de morrer’
O relato de João Augusto fez até policiais mais experientes ficarem perplexos com a frieza do rapaz ao contar os detalhes de como matou a esposa e a filha e depois colocou fogo nos corpos das vítimas. O delegado Rodolfo Daltro disse ao Midiamax que o autor contou em detalhes sobre os últimos momentos de Sophie.
João relatou que a filha estava no quarto com brinquedos em cima da cama, quando ele entrou e a bebê sorriu para ele. Sem remorso nenhum, o autor pegou a filha pelo pescoço e a asfixiou, matando a criança. Os crimes foram cometidos no horário de almoço do rapaz, que trabalhava em uma distribuidora de bebidas.
Crime planejado há dois meses
Após a polícia tomar conhecimento do crime, Daltro revelou que testemunhas prestaram depoimento na delegacia. À polícia, as testemunhas relataram que o suspeito já estava com a ‘ideia’ de cometer o crime há cerca de dois meses, mas ninguém acreditava.
“Nós encontramos uma testemunha hoje que nos relatou que há cerca de dois meses ele disse: ‘Eu vou matar a minha mulher e meu filho’. Ele pediu para essa pessoa [explicar] se sabia como usar os nós para prender os pés e as mãos dela, porque pretendia matar as duas. Já naquele período ele pretendia queimar os corpos. Segundo as testemunhas, era tão absurdo o que ele falava, que as testemunhas não ‘botavam fé’”, contou o delegado da DHPP.
Também, foram mostradas algumas mensagens, em que o suspeito diz para as testemunhas que precisa carbonizar o corpo das duas o mais rápido possível. “Ele falou ‘eu tenho que queimar logo os corpos porque eles vão começar a feder’”, detalhou Daltro.
Mesmo com o crime já planejado, o suspeito aparentava ser um pai amoroso nas redes sociais. Ele se identificava como ‘pai da Sophie’ em sua biografia e compartilhava fotos com a filha e esposa, sendo que a última publicação com Vanessa e a filha foi feita no dia 10 de fevereiro.
As imagens publicadas na rede social pelo suspeito contrastam com o crime bárbaro que tirou a vida de Vanessa e Sophie nesta segunda-feira (26).
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