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HRMS está novamente sob investigação do Ministério Público Estadual (MPMS) devido a suspeitas de irregularidades

HRMS está novamente sob investigação do Ministério Público Estadual (MPMS) devido a suspeitas de irregularidades

23/05/2025 às 22h51
Por: Redação Fonte: Redação Diego Cordeiro
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Hospital Regional / imagens internet
Hospital Regional / imagens internet

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), está novamente sob investigação do Ministério Público Estadual (MPMS) devido a suspeitas de irregularidades na aquisição de insumos hospitalares. O inquérito civil nº 06.2025.00000471-3, conduzido pela 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, foi instaurado para apurar possíveis irregularidades nos processos administrativos relacionados à compra anual de equipos para bomba de infusão, essenciais para a administração precisa e segura de medicamentos e fluidos em pacientes. 

Esta não é a primeira vez que o HRMS é alvo de investigações. Em 2018, a Operação Reagente, conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), revelou que o hospital pagava até 3.200% a mais por insumos químicos, resultando em prejuízos significativos aos cofres públicos. Empresas como a Lab Pack do Brasil Produtos Hospitalares e a Neoline Produtos e Serviços Hospitalares foram apontadas como beneficiárias de contratos superfaturados, totalizando mais de R$ 25 milhões em empenhos desde 2012. 

Além disso, a Operação Parasita, deflagrada em 2022, identificou que servidores do HRMS, em conluio com empresários, desviaram mais de R$ 22 milhões entre 2016 e 2019. O esquema envolvia a emissão de notas fiscais falsas e o registro de entradas fictícias de produtos no sistema do hospital, que nunca foram entregues. Setores críticos como ambulatório, cardiologia, UTI neonatal e centro cirúrgico foram diretamente afetados pela ausência dos insumos supostamente adquiridos. 

Em resposta às crises e denúncias, o governo estadual implementou um Plano de Ação Emergencial no HRMS, que, nos primeiros seis meses, movimentou R$ 24,3 milhões em compras diretas sem licitação. A medida, embora visasse suprir a falta de medicamentos e materiais, gerou preocupações sobre a transparência e a eficácia na gestão dos recursos públicos.

Diante das recorrentes denúncias e investigações, a sociedade civil e órgãos de controle intensificam a vigilância sobre as práticas administrativas do HRMS, buscando assegurar a integridade na gestão dos recursos destinados à saúde pública e a garantia de atendimento de qualidade à população sul-mato-grossense.


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