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Empresário Marcelo Américo dos Reis no Rio de Janeiro foi um dos alvos da Operação ‘Vox Veritatis’

Empresário Marcelo Américo dos Reis no Rio de Janeiro foi um dos alvos da Operação ‘Vox Veritatis’

22/05/2025 às 14h52
Por: Redação Fonte: Midiamax / Redação Diego Cordeiro
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Marcelo Reis
Marcelo Reis

A casa do empresário Marcelo Américo dos Reis, no Rio de Janeiro, foi um dos alvos da Operação ‘Vox Veritatis’, deflagrada pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (21). No local, a PF apreendeu R$ 146,8 mil em bolos de dinheiro.

O empresário, principal alvo da operação, mora em apartamento do bairro de Ipanema, em que imóveis de luxo podem chegar a R$ 3 milhões. Além disso, ele mantém empresas em Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro, onde atua no ramo dos calçados masculinos — com diversas lojas na Zona Sul.

Durante esta manhã, a PF e Receita Federal estiveram no apartamento cumprindo um mandado de busca e apreensão. Não há informação se Marcelo, que é irmão de um empresário do ramo da comunicação em Campo Grande, estava em casa.

Em 2023, Marcelo Reis, como é conhecido, chegou a receber das mãos do então vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), título de Cidadão Campo-grandense. Ele também atuou na diretoria executiva do grupo de comunicação do irmão, na Capital.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, Marcelo Américo consta como sócio-proprietário em três empresas ligadas ao Marketing. Uma delas consta no Portal da Transparência do Governo de MS com o certificado desatualizado.

A ofensiva é desdobramento das operações “Mineração de Ouro” e “Terceirização de Ouro”, que também investigaram desvios de recursos públicos federais no Estado.

Segundo a investigação, empresários, em parceria com servidores da SED, manipulavam o processo de adesão a atas de registro de preços de outros órgãos públicos. Assim, eles garantiam a vitória nos certames com fornecedores.

Os contratos, fechados com sobrepreço, também tinham o repasse de comissões de 5% sobre o valor negociado aos intermediários do esquema — no caso, os empresários. Essa comissão era então dividida com os servidores públicos envolvidos.

Governo diz que SED e servidores não são alvo
Apesar da operação mirar a Secretaria de Educação do Estado, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul divulgou nota informando que, até o momento, nem a pasta ou servidores ativos foram alvos diretos das diligências.

Na nota, o governo afirma que está acompanhando os desdobramentos da operação e colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração dos fatos. O texto também garante que medidas legais cabíveis serão adotadas assim que houver acesso formal ao conteúdo da investigação ou avanço no processo.

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