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PF tem Conversas extraídas do celular da advogada filha do desembargador Sideni Pimentel

PF tem Conversas extraídas do celular da advogada filha do desembargador Sideni Pimentel

02/05/2025 às 10h15
Por: Redação Fonte: Redação Diego Cordeiro
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PF / imagens internet
PF / imagens internet

Conversas extraídas do celular da advogada Renata Pimentel, filha do desembargador Sideni Pimentel, e que faz parte da investigação da Polícia Federal por venda de sentenças, revelam um diálogo com uma gerente do banco instalado dentro do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. A conversa demonstra o apreço dos usuários do banco por “dinheiro em espécie”.

Na mensagem, a funcionária relata a preferência dos clientes em tentar burlar normas do Banco Central: “Aqui no Tribunal tenho muito problema, porque vem muita gente com dinheiro em espécie pra pagar boleto e a gente não pode”.

Ela respondia a pedido de Renata Pimentel para fazer pagamentos de boletos acima de R$ 10 mil usando dinheiro em espécie. A investigação da PF analisa a suposta venda de sentenças por desembargadores usando, em grande parte dos casos, escritórios de filhos dos desembargadores. Vários magistrados foram flagrados com dinheiro em espécie e sem movimentação declarada.

Nas investigações há citações de movimentação de dinheiro em espécie do desembargador Sideni, Sergio Martins e Alexandre Bastos.

Segundo a PF, o desembargador Sideni Pimentel — pai de Renata — teria vendido decisões para liberar alvarás de fazendas em inventários, recebendo propina em espécie.

A investigação aponta que após o recebimento de quase 1 milhão de reais por uma decisão em que não era arrolada como advogada, Renata compra uma camionete de R$ 250 mil em nome do magistrado.

As mensagens da gerente, no entanto, sugerem que o problema é sistêmico: a frequência de pessoas ligadas ao tribunal buscando pagar boletos em espécie acima de R$ 10 mil indicaria que outros desembargadores ou servidores estariam movimentando recursos não declarados, possivelmente ilícitos.

PF sustenta que os valores em espécie são provenientes de decisões fraudulentas do desembargador, que teria usado sua influência para beneficiar interesses privados em processos sob sua relatoria. A compra da camionete, por exemplo, foi seguida de pagamentos de boletos em espécie, conforme registros apreendidos.

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