

Igreja Católica entrou em uma fase chamada “sé vacante”, que acontece quando um papa morre ou renuncia, deixando o cargo de líder máximo da Igreja Católica vago. A partir daí, o Vaticano segue uma série de protocolos até que um novo papa seja eleito.
Depois que a morte de Francisco foi confirmada pelo Carmelengo (funcionário da câmara do soberano), posto ocupado por Kevin Farrell, ele próprio deve chamar pelo nome de batismo do papa três vezes (Jorge Mario Bergoglio) e, ao não obter resposta, deve selar os aposentos do pontífice, destruir seu anel e o selo oficial. Dessa forma, o pontificado de Francisco chega ao fim de forma oficial.
O funeral do papa Francisco deve acontecer em até seis dias. A Igreja decreta um luto de nove dias e, durante este período, serão realizadas missas e cerimônias em homenagem ao pontífice. Após 20 dias da morte do papa, é que o Vaticano convocará o conclave – eleição de um novo papa. Atualmente, 135 cardeais estão aptos para votar.
O conclave ocorre na Capela Sistina e tudo o que acontece lá dentro é mantido sob sigilo. Os envolvidos ficam hospedados na Casa Santa Marta de forma reclusa, sem contato com o mundo exterior. Para que um novo papa seja eleito, são necessários dois terços dos votos. A eleição pode durar dias e, enquanto não houver um consenso entre os cardeais, uma fumaça preta sairá da chaminé do local. Quando o novo papa finalmente é escolhido, a fumaça sairá na cor branca.
Por fim, o novo líder escolhe seu nome pontífice e veste as roupas papais. O decano do Colégio Cardinalício anuncia na Basília de São Pedro, em latim, que “habemus papam”, que significa “temos papa” e escolhido, então, aparece pela primeira vez publicamente.
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